terça-feira, 8 de março de 2016

Aula Inaugural

ATENÇÃO! 
SE VOCÊ É UMA PESSOA FRÁGIL COMO EU, ACONSELHO QUE  NÃO SIGA ADIANTE CONTINUE LENDO. RELATOS FORTES PARA CORAÇÕES BOBÕES FRÁGEIS.


Aqui se inicia uma sequência de diários de aprendizagem, resultado das minhas reflexões sobre as aulas da disciplina Educação e Relações Étnico-raciais. Gostaria de dar início apresentando o conceito da palavra fortalecimento. Qual o motivo? Vocês irão entender mais a frente.



A palavra fortalecimento apresenta quatro sentidos: 1º: tornar-se forte; 2º: dar encorajamento a; 3º: tornar mais convincente; 4º: guarnecer com meios de defesa.



Depois de uma breve apresentação do professor Eric Maheu (pronuncia-se Marrô), e a descoberta de sua naturalidade (canadense), respondemos a quatro questionamentos em uma folha de papel com nosso nome sobre raça, etnia e identidade e demos nomes de três pessoas que consideramos heróis/heroínas, o que me gerou um certo frenesí, já que tinha descoberto dias antes minha descendência histórica (indígena).



Após as discussões no meu grupo de amizades, já no retorno do nosso intervalo, com a disposição das cadeiras em ovo círculo, cada um foi se apresentando e relatando algum momento de discriminação racial que tivesse vivido ou presenciado... e aí a coisa foi desandando para mim, pois como boa chorona incubada que sou, ao ouvir os relatos d@s colegas, fui lembrando dos olhos que me eram lançados durante os meus 23 anos de idade, não com relação à cor da minha pele, mas ao meu tipo físico (é... gordo sofre para ser feliz) e outro exemplo, que aí sim inclui cor da pele, que prefiro não mencionar por envolver uma pessoa que não quero expor... e eis que chega minha vez, e PAHH! não consigo falar muito, pois o nó na garganta já me impedia de falar, e preferi fugir me retirar da aula.



Chorando horrores na área externa do Departamento de Educação, tentei me controlar e me acalmar, e comecei a conversar com uma também amiga sobre o ocorrido, e aos poucos, aquela angústia que sentia em partilhar esses dois momentos indo embora - sabemos que uma coisa é você defender uma causa, como defendo e faço parte do Movimento "Vai Ter Gorda Sim", e outra é você conseguir desabafar compartilhar esses momentos, mesmo que já estejam superados - e passei, a partir daquele momento, a me sentir mais forte, encorajada, convincente e guarnecida.

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